quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Tripé invertido
sábado, 1 de Novembro de 2008
sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Youtube das muitas semanas – The Twilight Zone e The Muppet Show
O primeiro Youtube seleccionado depois da pausa foi um sketch célebre do espectáculo televisivo The Muppet Show. O sketch foi sendo actualizado e a versão que escolhi foi a de 1976. A música é muito viciante e por isso cuidado se a quiserem rever aqui (o mais provável é que a fiquem a cantarolar durante os próximos dias). A música foi composta por Piero Umiliani para um documentário extremamente moralista sobre a revolução sexual na Suécia (Svezia, Inferno E Paradiso,1968 - podem ver o trailer aqui). A cena que acompanha a música neste pseudo-documentário soft-porn tem a ver com a entrada de raparigas suecas numa sauna e com a sua permanência em trajes menores na mesma (os filmes que vêem as pessoas que pensam e criam programas infantis e familiares...). De alguma maneira esta música saltou destes territórios duvidosos para outros e em 1969 apareceu na Sesame Street e no The Muppet Show. A música foi um êxito imediato. A publicação aqui desse Youtube foi motivada pela promessa de regresso agendado para o Natal deste ano dos simpáticos marretas. Eles já começaram a invadir o youtube com sketchs novos (aqui o Lúcio publicou um, mas há mais novidades no youtube). Aqui fica mais outro aperitivo, mas de outra natureza, nostálgico:
quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
Troca de emails
Ex. mo Sr Lúcio Ferro,
Registo o seu e-mail que me suscita o seguinte esclarecimento.
É um dever de cada deputado participar nas votações (Artigo 159 Constituição da Republica ) , assim no próximo dia 10 de Outubro o meu voto será contra o Projecto de lei nº 206/X e o Projecto de Lei nº 218/X.
Assumo esta posição sem qualquer subordinação à orientação do Partido Socialista. Comm esta posição não há da minha parte qualquer discriminação motivada pela “orientação sexual”. São opções individuais respeitáveis, considero contudo que o casamento entre homem e mulher ou uma união homossexual são situações objectivamente desiguais que, precisamente na perspectiva da natureza e das finalidades destes institutos, justificam um tratamento diferenciado, que podem vir a ter um quadro legislativo que proteja um conjunto de situações, designadamente patrimoniais, justificado por uniões homossexuais estáveis, ou outras formas de convivência estáveis, mas não a consagração da universalidade e a igualdade no direito ao casamento
É orientação unânime da doutrina e da jurisprudência a de que o princípio da igualdade não veda (e pode até impor em algumas circunstâncias) tratamentos diferenciados: proíbe que se trate de forma desigual o que é objectivamente igual, mas não que se trate de forma desigual o que é objectivamente desigual. Se o tratamento diferenciado se funda em motivos objectivos, racionais e justos, e não subjectivos, arbitrários ou discriminatórios, não contraria o princípio da igualdade, quando se exige que o casamento se celebre entre pessoas de sexo diferente. Trata-se, simplesmente, da natureza intrínseca deste instituto, que nem sequer é criada pelo legislador, sendo que este se limita a reconhecê-la.[1]
Cumprimento
Teresa Venda
Deputada Independente do GPPS
Ex.ma Sra Teresa Venda,Começo por agradecer-lhe a sua resposta ao email meu e colectivo. No entanto, foi com alguma surpresa que li o que escreveu, porque acaba por repetir na essência as palavras da líder do principal partido da oposição, Dra Manuela Ferreira Leite, em horário nobre de televisão. Também a senhora deputada diz discriminar coisas que são diferentes e aqui reside a minha surpresa. De que forma são diferentes?, é a minha pergunta imediata. Quando duas pessoas com base nos seus sentimentos decidem iniciar um projecto de vida a dois, efectuam um contrato social para que a lei e a sociedade as reconheçam como casal. A este contrato social se chama casamento. Poderá dizer que o conceito de casamento é um conceito que historicamente tem sido aplicado a uniões legais entre pessoas de géneros diferentes. A isto eu respondo-lhe que o casamento, na nossa sociedade, em teoria e em prática, tem mudado muito ao longo dos tempos. Mais não seja porque hoje é possível pôr-lhe um fim outro que não seja a morte (divórcio). É um conceito que se tem adaptado à evolução das mentalidades e às mudanças que a nossa sociedade sofreu (a principal das quais talvez seja a emancipação das mulheres e o seu posicionamento na família). Mesmo o conceito de família mudou (é por isto, que hoje se fala de "família tradicional", quando se quer falar de uma família patriarcal, com um chefe de família demarcado - homem - e restantes subordinados - mulher e filhos; há menos de um século esta não era a "família tradicional", esta era A família). Por reconhecer que nem o conceito de casamento nem o de família são estáveis (porque a própria sociedade o não é), é que me custa a entender que aceite de ânimo tão leve que casamentos (a sério) são casamentos entre pessoas de géneros diferentes e que para os outros o que pode haver é uniões (que são muito diferentes e, na verdade, não são a sério). A pergunta que pode e deve fazer a si própria, quando votar no futuro a respeito deste assunto, é: e se, quando se decidiu pelo direito de voto das mulheres, houvesse deputados a reconhecer as diferenças (físicas e possíveis de discriminar) entre os dois géneros e, com base nessas diferenças, a decidir o seu sentido de voto? Ou ainda: e se, quando se decidiu abolir a escravatura, os legisladores de então reconhecessem as diferenças (físicas e possíveis de discriminar) entre as raças humanas e com base nessas diferenças decidissem o seu sentido de voto? É que, como qualquer lesgislador, a Sra deputada tem de ter consciência que é muito mais fácil reconhecer as diferenças e discriminar do que reconhecer as semelhanças e aceitar. A evolução humana tem ido pelo caminho mais difícil e é só assim que o projecto humano faz algum sentido, parece-me.Com os meus melhores cumprimentos,Lúcio Ferro
sábado, 4 de Outubro de 2008
A Crise na Justiça
"A Victim of Society", George Grosz (1919)
quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Vergonha

domingo, 28 de Setembro de 2008
E Depois do Adeus?

Auto da Visitação

LÚCIO FERRO - Mas não devíamos ser nós a convocá-lo? Ele não morreu?
MADAME SATÃ - Morreu sim. Lembro-me muito bem do acto.
OPUS NIGHT - ... para vos apresentar ao quarto elemento a cavalo no diabo – o Jerome Rodriguez. Depois do meu último post, eu percebi que convinha ter um correspondente nos Estados Unidos e o Jerome está a viver na California. Assim, vai ser ele a falar-nos...
LÚCIO FERRO - Jerome Rodriguez, mas ele é Hispano-Americano? Em que língua é que ele vai escrever?
OPUS NIGHT - Em Português. Diz que aprendeu em Berkeley com a leitora do Instituto Camões. Dizia eu, que vai ser ele a falar-nos do momento histórico conturbado que se vive por lá. Ele está aqui connosco, via Skype. Digam olá, sejam educados.
LÚCIO FERRO e MADAME SATÃ - Olá.
JEROME RODRIGUEZ - Queria aproveitar a oportunidade para deixar claro que a única coisa que eu disse ao Sebastião através de uma sessão espírita que correu mal foi que eu tenho lido alguma imprensa cor-de-rosa daqui. Sei tudo dos novos escândalos, casamentos, divórcios e clínicas para reabilitações várias. A minha companheira de casa que é morbidamente obesa e que tem um gato ferocíssimo assina algumas dessas revistas e eu, que nunca tive inclinação para semelhantes leituras, dei comigo a lê-las de fio a pavio, mais pelo desafio de ter de enfrentar diariamente a ira do gato. É um desporto que me agrada.
LÚCIO FERRO - A tal leitora do Camões deve ser muito boa.
JEROME RODRIGUEZ - Não percebo nada de política, nem tenho tempo para nada. Sou estudante e Berkeley suga-nos até ao tutano como confirmam quase todos os posters do campus. O Sebastião no entanto obrigou-me a aceitar ou... (falha na ligação)
OPUS NIGHT - Assim, temos mais um colaborador. Enquanto a cegonha não nos traz de França...
MADAME SATÂ (voz sobressaltada) - Cegonha? Mas como é que ele...
OPUS NIGHT - Enquanto a cegonha não nos traz de França outros artistas. As cegonhas como é sabido vêm de Paris. Ora estes artistas não estão em Paris e as mesmas cegonhas precisaram de se deslocar de combóio. Agora sempre há o TGV, mas todos os combóios são uma atrapalhação para cabeças tão pequeninas como as das cegonhas e só nos resta esperar.
LÚCIO FERRO (para Madame Satã) – Maria, acalma-te, acalma-te.
sábado, 27 de Setembro de 2008
Olha quem falou antes
sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Grupo Pestana vai gerir Pousadas de Portugal durante 25 anos

- O que ouviu.
- Mas parecem-me boas notícias, não acha?
- Parece-me que o João Pestana e o seu grupo sempre prestaram um bom serviço nocturno, sim.
- Já viu o prazo, 25 anos? Acha muito para noites repousadas? Eu agora tenho 30 anos, com mais 25, tenho 55. Aos 55 eu queria ainda contar com o João Pestana.
- Pois, entendo. Se calha voltar o outro, o João Papão, é uma chatice. Mas menos mal, pode ser que ainda possa contar com novos filmes do Manoel de Oliveira daqui por 25 anos. Sempre ajuda.
- Ajuda. Isso e o grupo Madredeus – esses sempre estiveram do lado do Grupo do João Pestana.
- João Pestana, João Papão... Já reparou que é só Joões?
Narcisos à beira mar plantados

Brad Pitt is putting his money where his mouth is. On September 17, the actor, 44 - who once said he wouldn't wed Angelina Jolie, 33, untill everyone had the right to marry - donated $100 000 to help defeat Proposition 8, a November ballot iniciative in California that would overturn the state Supreme Court's decision to allow same-sex marriage. "No one has a right to deny another their life even though they disagree with it," he said. Chad Griffin, a political strategist for Californians Against Eliminating Basic Rights, tells Us the group hopes Pitt's act will spur other celebs. "It's a challenge for those in the entertainment industry to match his generosity. We're thrilled to have his support." - Us Weekly, October 6th, 2008, p. 6.
No Estado da California, existe uma moção que poderá acabar com os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Brad Pitt já se movimentou e espera-se que outras celebridades o sigam no sentido de impedir que isto aconteça. Em Portugal levantou-se o problema da desigualdade social entre hetero e homossexuais e a resposta da maioria governativa socialista (avant la lettre, evidentemente) foi esta. Que não está na agenda? Mas a promoção da igualdade devia estar nos estatutos, não? E já agora onde estão as nossas figuras públicas com coragem de dar a cara? Porque é que ser conhecido em Portugal não é ser politicamente activo? Porque é que só há Narcisos em Portugal? Será da proximidade de muita água?
sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Summertime
terça-feira, 20 de Maio de 2008
Are you talking to me, José Gomes Ferreira?
“[Nessa época] vivia exclusivamente de traduzir fitas e escrever para revistas, jornais e jornalecos. Enchia números inteiros da Imagem com artigos assinados por anónimos pseudónimos vários (Álvaro Gomes, Alberto Fernandes, Fernando Soares, «Caçador de imagens», etc., etc.), inventava crónicas semanais para o Kino e o Notícias Ilustrado, intrigas policiais para não sei onde - literatura alimentícia, em suma, hoje por felicidade esquecida e oxalá ninguém se lembre de ressuscitá-la amanhã. (Aproveito o ensejo para proibir gravemente essas hipotéticas exumações, em geral efectuadas por mini-eruditos, investigadores de larachas inúteis.)”
José Gomes Ferreira, “Nota Final da 2ª edição”, in Aventuras de João Sem Medo – Panfleto Mágico em Forma de Romance, 6ª ed., Lisboa: Diabril, 1976, p. 226.
quinta-feira, 8 de Maio de 2008
quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Estados Unidos, esses imitadores (de escândalos mediáticos portugueses)
E da entrevista escandalosa de António Cunha Vaz, o promotor de marketing do PSD, para o Público (high-lights: I, II, III, IV)?
